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Distrito de Educação
Na reunião do dia 09 de outubro, a que me referi em posts anteriores, indaguei ao senhor Círio, por que o Distrito deixou passar tanto tempo para visitar a escola e iniciar a apuração das irregularidades. Ele atribuiu a culpa à burocracia, ao grande número de escolas da Regional VI. É uma justificativa que não se sustenta. Fiz as denúncias em janeiro de 2006. O senhor Círio apareceu na escola em outubro do mesmo ano, portanto nove meses depois. Isso considerando que ele já tinha conhecimento das irregularidades e que as considerava graves, conforme nos disse em 09 de outubro. Ainda nesta ocasião, afirmou que demitiria os gestores se tivesse tal poder de decisão. A mesma burocracia não impediu que fosse aberta uma sindicância contra mim. Os gestores solicitaram providências em março. Imediatamente o senhor Círio mandou abrir uma sindicância. Em julho já era um processo administrativo na PGM. Nem o cuidado de me ouvir o senhor Círio teve. A burocracia desta vez não atrapalhou.
Escrito por Gisonaldo Grangeiro às 22h59
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Carta à prefeita Luiziane, parte final
Voltei à Regional e mostrei ao secretário que a informação do senhor Círio, segundo a qual, as denúncias contra a escola estavam sendo apuradas, não era verdadeira. Portanto, o chefe do Distrito de Educação se omitiu diante das denúncias e não deu ao secretário uma informação verdadeira. Melhor serisa se tivesse dito que nada estava sendo apurado. O secretário me aconselhou a protocolar as denúncias para que um processo fosse aberto. Não tomei esta atitude por entender que as providências em relação ao senhor Círio e aos gestores da escola são de caráter político, dada a natureza das funções que ocupam.
Muito teria a lhe informar sobre a realidade daquela escola, sobre o passado daquela escola, a quem pertenceu, quem tinha influência política lá, quem ainda hoje projeta sua sombra por lá, quem ainda consegue nomear na sua administração pessoas com sobrenome que há pouco tempo frequentava as páginas dos noticiários.
Hoje estou sendo injustamente processado por sua administração, o que me causa muita revolta. Se fosse na administração passada, eu até entenderia, mas não numa administração popular supostamente baseada na participação popular, em favor da qual nós professores muito trabalhamos para não deixar que um aventureiro dominasse o município.
Observação: em anexo, cópia do documento enviado ao senhor chefe do Distrito de Educação da Regional VI, senhor Círio, em 23 de janeiro de 2006.
Gisonaldo Grangeiro Ferreira
Escola Municipal Sinó Pinheiro
Escrito por Gisonaldo Grangeiro às 22h45
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Carta à prefeita Luiziane, parte 3
Fui aconselhado por um parlamentar muito próximo a vossa senhoria, a procurar o secretário da Regional VI, senhor Récio Ellery, para obter alguma providência. Imediatamente relatei os fatos ao senhor secretário. Ele me afirmou que segundo informações do senhor Círio, as denúncias estavam sendo apuradas. De imediato eu contestei tal afirmação. Disse-lhe que o único processo em andamento referia-se apenas a minha pessoa e a outro professor da escola. No mesmo instante, o senhor Récio telefonou para o senhor Círio e perguntou sobre a apuração das denúncias. Desta vez, o chefe do Distrito de Educação informou ao secretário que as denúncias constavam no mesmo processo contra a minha pessoa. Também contestei tal informação. O secretário me pareceu impaciente, disse que só restava aguardar a apuração dos fatos. Eu concordei e saí de sua sala. Fui à PGM e solicitei uma cópia do processo. Conforme eu já tinha suspeitado, nenhuma linha sequer fazia qualquer referência às denúncias que formulei. Na verdade, o processo era uma absurda perseguição a minha pessoa, solicitado pelos gestores da escola e acolhido pelo senhor Círio.
Continua no post a seguir
Escrito por Gisonaldo Grangeiro às 22h23
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Carta à prefeita Luiziane, parte 2
O senhor Círio, que recebeu e ignorou minhas denúncias, não dispensou a mim o mesmo tratamento oferecido aos gestores denunciados. No meu caso, a pedido destes, o senhor chefe do Distrito de Educação me condecorou com a abertura de uma sindicância em 23 de março do corrente ano, para apurar supostas infrações ao Estatuto do Magistério, relatadas pelos gestores da escola. Essa sindicância é hoje um arbitrário e absurdo processo administrativo na Procuradoria Geral do Município. Ou seja, sem me ouvir em nenhum momento, o senhor Círio resolveu considerar as ponderações dos gestores e ignorou minhas denúncias, as quais envolvem um assunto que me parece caro a vossa senhoria, qual seja, a participação da comunidade escolar na discussão do destino dos recursos financeiros.
Continua no post a seguir
Escrito por Gisonaldo Grangeiro às 22h07
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Carta à prefeita Luiziane
Fortaleza, 11 de outubro de 2006
Senhora prefeita Luiziane Lins,
Em 23 de janeiro de 2005, encaminhei ao senhor chefe do Distrito de Educação da SER VI, senhor Círio, uma série de irregularidades cometidas pelos gestores da Escola Sinó Pinheiro. Na ocasião, solicitei que fosse realizada uma reunião na escola para que os fatos fossem esclarecidos. Não obtive do senhor Círio nenhuma resposta para a minha solicitação, sequer uma satisfação verbal. As mesmas irregularidades foram denunciadas à Comissão de Educação da Câmara Municipal, à Secretaria de Educação do Município, ao Conselho de Educação do Ceará e ao Ministério Público Estadual. Também procurei alguns parlamentares ligados a vossa senhoria, na esperança de que alguém tomasse alguma providência contra os abusos cometidos pelos gestores da citada inidade de ensino. Com absoluta certeza, digo a vossa senhoria que até o dia 06 de outubro do corrente ano não tive conhecimento de qualquer providência sobre as denúncias formuladas.
Continua no post a seguir
Escrito por Gisonaldo Grangeiro às 21h47
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Eleições na Escola Sinó Pinhiro
Em agosto de 2005, houve um processo eleitoral para substituição dos diretores nomeados na gestão Juraci Magalhães. Conforme o estabelecido, seria eleita uma lista tríplice para posterior escolha da Prefeita Luiziane. Lancei meu nome como candidato e fui um dos três eleitos. Lembro que todos os candidatos tiveram a oportunidade de fazer uma exposição de seu plano de trabalho perante os colegas professores. Na ocasião, também estava presente a então diretora da escola. De todos os candidatos, eu fui o único hostilizado e interrompido durante a minha fala. A cada proposta que eu lançava, a então diretora me interrompia. Isso tudo sob o olhar complacente da presidente da comossão eleitoral. A então diretora, no auge da sua raiva, sugeriu que eu precisaria de um tratamento. Tudo isso porque eu propunha várias medidas, entre as quais, a desinfecção da cozinha e da caixa de água da escola. Eu lembro que uma das minhas propostas era mandar fazer uma vistoria nas instalações físicas da escola. Eu me sentia inseguro e temis por uma tragédia. Faço esse relato porque ontem, 23/11/2006, ao chegar à noite à escola, recebi a notícia de que parte do prédio estava interditado por engenheiros da Prefeitura, e segundo um funcionário, os engenheiros disseram que não se responsabilizariam por alguma coisa que acontecesse com quem tivesse acesso ao local. Fico a me perguntar: será que os engenheiros também estão precisando de um tratamento?
Escrito por Gisonaldo Grangeiro às 14h47
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Visita à Escola 3
O senhor chefe do Distrito de Educação, senhor Círio, prometeu a abertura de uma sindicância para que as irregularidades ocorridas na escola fossem apuradas. Isso foi dito na reunião, em 09/10/2006. Pois bem, ontem, 23/11/2006, procurei a Assessoria Jurídica da SER VI, na pessoa da doutora Lúcia. Perguntei-lhe se a tal sindicância tinha sido aberta. Ela me afirmou que, até aquele momento, nenhum processo investigativo ou de apuração tinha sido instalado. Segundo ela, seria necessário que o Distrito de Educação enviasse a ata da reunião que aconteceu na escola, o que até esta data, ainda não tinha ocorrido.
Escrito por Gisonaldo Grangeiro às 14h27
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Visita à Escola 2
Na ocasião do encontro, lembrei ao senhor Círio que o entreguei pessoalmente, há muitos meses atrás, documento contendo denúncia de várias irregularidades na escola. Disse-lhe que este documento foi solenimente ignorado, e que, só agora ele resolveu comparecer à escola para tomar conhecimento. Eu também o questionei sobre a rapidez com que ele agiu em relação a minha pessoa, pedindo urgência na abertura de uma sindicância para me investigar, atendendo um pedido dos gestores da escola. Porém não teve a mesma presteza em relação a minha denúncia, mesmo admitindo já saber de graves irregularidades na escola. O senhor Círio, cobrado, sugeriu que poderia pedir de volta, o processo que está na PGM.
Escrito por Gisonaldo Grangeiro às 14h17
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Distrito de Educação visita a escola
Em nove de outubro de 2006, finalmente a escola recebe a visita do senhor chefe do Distrito de Educação da SER VI. Todos os professores e representantes do Conselho Esolar foram reunidos com o senhor Círio e a senhora Renata. Inicialmente, o senhor Círio fez sua exposição. Disse que há tempos já tinha conhecimento de irregularidades na escola. Considerava graves os fatos. Segundo ele, se dependesse apenas de sua vontade pessoal, os gestores seriam imediatamente exonerados. É uma flagrante contradição essa afirmação do senhor Círio. Tenho documentos onde a vice-diretora da escola afirma que colocou seu cargo a disposição do Distrito, mas não foi aceito.
Escrito por Gisonaldo Grangeiro às 14h04
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Fortaleza Bela 11
Depois de meses de espera, volto a informar como anda a realidade na Escola Sinó Pinheiro. Importante registrar que aguardo uma decisão do Ministério do Público Estadual, a quem recorri. Também é importante destacar que o Conselho Estadual de Educação não tomou qualquer atitude para com a escola e seus gestores. Em contato com o Conselho, a resposta que ouvi é seriam feitas visitas à escola. Não tenho conhecimento disso. A ironia é que o órgão é temido quando se trata de emcampar denúncias feitas por alunos.
Escrito por Gisonaldo Grangeiro às 13h54
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Fortaleza Bela? 10
Esses fatos citados abaixo são apenas parte dos absurdos cometidos pelos gestores da escola Sinó Pinheiro juntamente com a presidente do Conselho Escolar. Foram formalmente comunicados ao senhor chefe do Distrito de Educação, professor Círio, à Secretaria de Educação e à Comissão de Educação da Câmara Municipal. Mas nada foi feito. Nem uma reunião na escola foi realizada para que todos pudessem negar ou prestar esclarecimentos. Numa invresão absurda de valores, o Distrito de Educação, acatando sugestão dos gestores tomaram a providência de abrir uma sindicância contra mim e contra outro professor. Certamente a prefeita Luiziane Lins tomará uma providência para corrigir a omissão dos seus colaboradores da Regional VI e da Secretaria de Educação.
Observação: os fatos narrados abaixo referem-se ao turno da noite.
Escrito por Gisonaldo Granjeiro às 18h43
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Fortaleza Bela 9
A senhora vice-diretora da escola Sinó Pinheiro compareceu ao 30º distrito policial para prestar queixa contra um professor desta instituição, que trabalha no turno da noite, alegando se sentir ameaçada pelo mesmo. No boletim de ocorrência ela diz que se sentiu ameaçada em sua integridade física, além de injuriada e caluniada. Este documento serviu para embasar a abertura de uma sindicância contra o professor. A origem teria sido o fato de o professor ter pedido a ata de uma reunião ocorrida na escola, tendo sido negado por ela. Na nossa convivência diária, não conhecemos o professor como violento. Mesmo sendo vítima de perseguição dentro da escola. O que houve, e eu presenciei, foi uma alteração de voz do professor exigindo o acesso a um documento que o citava, fruto de uma reunião que os próprios gestores esconderam.
Escrito por Gisonaldo Granjeiro às 18h00
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Fortaleza Bela? 8
A prefeitura de Fortaleza estabeleceu o período de 30/01 a 10/02 de 2006 para a realização do Encontro Pedagógico. Na primeira semana a discussão de temas. Na segunda semana o planejamento. No turno da noite, o diretor faltou sete, a vice-diretora faltou nove e a presidente do Conselho Escolar faltou sete, dos dez dias úteis do encontro. Na segunda semana, de planejamento, não houve absolutamente nada de atividade. Nem uma letra sequer foi planejada. As aulas tiveram início em 13/02. O encerramento foi em 30/06. Nesse período, com excessão dos dias de greve, a vice-diretora só compareceu um dia, 31/01. A presidente do Conselho Escolar só começou a trabalhar no dia 06/03. O diretor faltou muitos dias. Mesmo quando ele está presente, não sabemos se não perguntarmos ao vigilante da escola, pois ele se esconde em sua sala. Mesmo quando vem ao turno da noite, sai por volta das 20:00h.
Escrito por Gisonaldo Granjeiro às 17h26
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Fortaleza Bela? 7
O laboratório de informática da escola Sinó Pinheiro passou todo o ano de 2005 sem funcionar. Alegava-se que a rede elétrica da escola não suportaria a carga e poderia danificar os computadores. Segundo me informaram, um conserto seria realizado em julho do ano citado acima. Se o conserto foi feito eu não sei. Sabemos apenas que o laboratório continuou o segundo semestre sem funcionar pelo mesmo motivo alegado anteriormente. Mas o estranho da história é a lotação de três professores neste equipamento, mesmo sem funcionamento. Um dos professores era a presidente do Conselho Escolar. Outro fato que merece uma explicação é um segundo conserto que foi realizado já na atual gestão.
Escrito por Gisonaldo Granjeiro às 16h30
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Fortaleza Bela 6
Um professor do município de Fortaleza que tem 120 horas pode ampliar a carga horária para 240 horas através da suplementação de carga horária, o chamado aditivo. Nesse caso, o professor terá que cumprir dois expedientes. Não é o caso da professora Ivonires, da escola Sinó Pinheiro, que também é presidente do Conselho Escolar, ou seja, uma das responsáveis pela fiscalização da conduta administrativa dos gestores. Ela recebeu vários aditivos, mas não temos conhecimento de que tenha trabalhado na escola em outro período que não o noturno. Outro caso é o da professora Neide Prata. Perguntamos à vice-diretora se esta professora recebeu algum aditivo, ela negou enfaticamente. Na época, as duas eram amigas. Posteriormente, diante do chefe do Distrito de Educação, as duas se desentenderam. A professora Neide Prata foi acusada pela vice-diretora de ter recebido um aditivo sem ter trabalhado. Ou seja, a vice-diretora que havia negado antes contraditoriamente confirmou depois e na presença do senhor Círio. Não temos conhecimento de qualquer providência do Distrito de Educação. O fato é que, à noite, que seria o horário do aditivo, a professora não trabalhou.
Escrito por Gisonaldo Granjeiro às 16h18
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